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27.1.12



O trem da vida

A vida não passa de uma viagem de trem, cheia de embarques, alguns acidentes, surpresas agradáveis em alguns embarques e grandes tristezas em outros.

Quando nascemos entramos nesse trem e nos deparamos com algumas pessoas que julgamos que estarão sempre conosco. Infelizmente, isso não é verdade, em alguma estação eles descerão e nos deixarão órfãos no caminho... Mas isso não impede que durante a viagem, pessoas interessantes e especiais embarquem neste trem.

Muitas pessoas tomam esse trem apenas a passeio. Outros encontrarão nessa viagem somente tristeza. Ainda outros circularão pelo trem, prontos a ajudar a quem precisa. Muitos descem e deixam saudades eternas, outros tantos passam por este trem de forma que , quando desocupam seu acento, ninguém sequer percebe.

Curioso é perceber que alguns passageiros que nos são tão queridos, acomodam-se em vagões diferentes dos nossos, portanto somos obrigados a fazer esse trajeto separados deles, o que não impede, é claro, que durante o percurso, atravessemos, mesmo que com dificuldades, o nosso vagão e cheguemos até eles... só que, infelizmente, jamais poderemos sentar ao seu lado para sempre.

Não importa, a viagem é assim, cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperanças, despedidas... porém, jamais retornos. Façamos essa viagem, então da melhor maneira possível, tentando nos relacionar bem com todos os passageiros, procurando, em cada um deles, o que tiverem de melhor, lembrando sempre que em algum momento do trajeto, eles poderão fraquejar e provavelmente precisaremos entender, pois nós também fraquejamos muitas vezes e, com certeza, haverá alguém que nos entenderá.

Eu me pergunto se quando eu descer desse trem sentirei saudades... acredito que sim. Separar-me de algumas amizades que fiz será, no mínimo, dolorido., mas me agarro à esperança de que em algum momento, estarei na estação principal e terei a grande emoção de vê-los chegar.

O grande mistério, afinal, é que jamais saberemos em qual parada desceremos, muito menos nossos companheiros, ou até aquele que está sentado ao nosso lado. Façamos com que a nossa estrada nesse trem seja tranquila, que tenha valido a pena e que, quando chegar a hora de desembarcarmos, o nosso lugar vazio traga saudades e boas recordações para aqueles que prosseguirem a viagem da vida.



:: publicado por Alice Lanalice às 20:16


21.1.12



A dor do luto

O luto carrega em si a dor, viver é estar em constante luto e elaboração do mesmo. Essa elaboração é a ponte que nos leva da dor ao prazer. Luto é aprendizagem, é experiência. O luto nos torna humanos, que sabemos, somos mortais. Portanto, a morte é nossa fiel amiga e não podemos fugir dessa fidelidade. Ela pode ser ludibriada, ser postergada, atrasada, mas nunca deixará de vir ao nosso encontro, cedo ou tarde.
Ela nunca deixa de estar presente, para nos mostrar como num espelho, nosso corpo a todo tempo desnudado pelo real. O real é a própria morte, são as perdas, os fracassos, as decepções, as frustrações, as amputações do desejo. Entretanto, o real nos pega mesmo a contra gosto, e por vezes nos mostra exatamente o contrário, que tudo tem um fim, que tudo isso não passa de um conto de fadas. O castelo de cartas cai por terra. Dor, sofrimento, luto.

A elaboração do luto é a aceitação da realidade tal como ela é, nua e crua. É aprender a viver com a ausência, com uma perda, buscando algo novo que nos vá preencher. Nunca é claro, o mesmo preenchimento, apenas um novo. O luto é da morte, não da vida. O que morre são partes de nós, o todo continua vivo. Assim como, a cada dia milhares de células morrem em nosso corpo, porém, milhares nascem para manter o todo nas melhores condições possíveis, e pelo maior tempo possível. (Por Odair José Comin )


:: publicado por Alice Lanalice às 08:12


14.1.12



A morte aos olhos das crianças
Como lidar com a perda de um ente querido sem traumatizar os mais novos


Os adultos são a base do equilíbrio das crianças quando morre alguém que lhes é querido. Saiba como proceder numa situação tão difícil como esta.
Explicar a uma criança ou adolescente que nunca mais poderá voltar a ver e a estar com uma pessoa que lhe é querida pode ser um dos desafios mais difíceis de enfrentar para um adulto.
A situação complica-se se o nível de afetividade e de proximidade for muito elevado. No entanto, o suporte afetivo e a serenidade dos familiares mais próximos ou amigos são os pilares imprescindíveis para ajudar as crianças a ultrapassar o luto. Com a ajuda de dois especialistas em comportamento e saúde infantil, veja como servir de exemplo num momento tão duro como a morte.

Enfrentar a verdade
Convictos de que ajudam as crianças a lidar com a perda eterna de um familiar ou amigo próximo se lhes ocultarem a verdade, muitos adultos optam por fantasiar a ideia da morte aos mais novos. Uma opção errada, na opinião dos especialistas, que defendem o confronto com a verdade.
Como sugere a psicóloga especializada em desenvolvimento infantil Lidia Weber, «quando comunicar que alguém morreu, diga à criança o que sente e procure não lhe esconder as suas emoções. Ocultar sentimentos e manifestações de dor pode levar a criança a desvalorizar a própria morte».
«É através da observação do que os adultos sentem ou pensam a respeito da morte que a criança compreenderá o seu significado», explica a especialista.

Evite fantasiar
Criar metáforas para explicar a perda de alguém pode despoletar receios e sentimentos errados. «As figuras de estilo, tais como ele viajou, foi para o céu, está a dormir para sempre, só confundem a criança, pois ela pode interpretar à letra o que lhe é dito e começar a ter medo de que uma pessoa, quando vai viajar, dormir ou descansar, possa morrer.

Jamais esconda o motivo que levou a pessoa à morte, pois a criança pode fantasiar ou mesmo sentir-se culpada», avisa a terapeuta.
Lídia Weber garante que a atitude mais assertiva é «responder a todas as perguntas colocadas, pois é a única forma de a criança juntar os factos para interpretar o que é a morte».
Da mesma forma que não deve pensar, continua a especialista, «que ela é insensível, se ao saber que a avó morreu perguntar, por exemplo, se já não terá quem a leve ao parque aos domingos, pois, para a criança, o concreto é a presença ou ausência dessa avó e o que fazia».
«Fale e deixe a criança falar e perguntar o que quiser. Use palavras simples e frases curtas. Uma das possibilidades para explicar a morte é dizer à criança que todos, pai, mãe e até ela mesma, um dia irão morrer, que temos apenas uma vida», sublinha.

Percepção da morte
A percepção e a reação da criança perante a morte são naturalmente diferentes em função da idade e do desenvolvimento cognitivo. Como explica Lídia Weber, «até aos dois anos, a criança não compreende o conceito. Dos três aos seis, ainda acredita que a pessoa possa voltar em algumas situações. Um pouco mais velha, a partir de seis anos, fica curiosa com tudo até com a morte e quer explicações mais concretas que podem ser dadas de maneira simples, mas reflectida».
Nessa altura, já tem noção de que a morte é irreversível, que ocorre com todos e que não pode ser evitada. As crianças sentem culpa com frequência, pois não entendem perfeitamente a relação de causa e efeito. A raiva é um sentimento recorrente em crianças e em adolescentes, mas até mesmo com adultos.

Reações de stress
A falta de acompanhamento ou impotência dos pais para enfrentar situações como a morte pode provocar sofrimento e deixar marcas na personalidade da criança. «Na idade pré-escolar, muitas crianças manifestam o seu stress através de regressões, como voltar a querer usar a chucha, fazer chichi na cama ou ter dificuldade em adormecer.
Muitas vezes, o sono passa a ser acompanhado por pesadelos sobre o medo do abandono. A partir dos seis anos, nada pode ser escondido, pois a criança apercebe-se de tudo», explica. «É também uma das idades mais difíceis em termos de aceitação da nova realidade», refere ainda.
«Nestas idades, o stress manifesta-se muitas vezes por sentimentos de tristeza e melancolia. São frequentes os comportamentos agressivos e podem surgir alguns problemas de relacionamento com os colegas da escola. Mais frequentes ainda são as queixas relacionadas com o corpo, como as dores de barriga frequentes ou as queixas de dores de cabeça diárias», salienta.
Se para as crianças o sentimento de perder alguém é difícil, na adolescência, a dificuldade de aceitar a morte pode levar a comportamentos de risco.
No entender do pediatra Paulo Oom, «o adolescente pode reagir de formas muito distintas».
«Depressão, alterações súbitas e frequentes do humor, agressividade ou mau rendimento escolar, tudo é possível. Nos casos mais complicados, a morte de um familiar querido pode ser o rastilho para o início de uma atividade sexual despropositada.
O consumo de álcool ou drogas é outra das formas de escape possíveis, pelo que deve reforçar os seus níveis de vigilância a este nível. Se é uma verdade que a morte de um familiar não se vive sem stress, também o é que os pais podem ter um papel importante na intensidade e como se vive esta fase», sublinha o especialista.

Palavras sensatas
Não existem fórmulas mágicas para explicar a morte, mas cabe aos adultos ensinarem os mais jovens a saber conviver com a dor. Como sublinha Paulo Oom, «o nível de conversação deve ser adaptado à idade e ao grau de desenvolvimento mental da criança e alguns cuidados podem ser tomados para minimizar os estragos que o conhecimento dessa realidade vai causar».
«Começa por os dois, pai e mãe, estarem presentes. Em segundo lugar, o tom da conversa deve ser de tranquilidade, num ambiente calmo e livre de distracções. Sentimentos de ansiedade, angústia ou revolta devem ser deixados fora da conversa. Por fim, os filhos devem sentir o amor de cada um dos pais», acrescenta o especialista.
Caso a criança manifeste sinais de que não está a conseguir superar a situação e os pais se sintam impotentes, é aconselhável recorrer à ajuda de um pedopsiquiatra, em especial após dois ou três meses de manifestações de apatia.
Pais em alerta
Esteja atenta aos seguintes sinais de depressão:

- A criança sente-se infeliz sem razão nenhuma aparente
- Não sente alegria com atividades que antes apreciava
- Manifesta falta de energia para o que quer que seja
- Falta de vontade de estar com familiares ou amigos
- Sensação de ansiedade permanente
- Expressa sentimentos de irritabilidade ou raiva
- Dificuldade ou incapacidade de concentração
- Alteração importante dos hábitos alimentares (muito ou nenhum apetite)
- Mudança nos hábitos de sono (dificuldade em adormecer ou em levantar-se)
- Queixas frequentes de dores no corpo, apesar de não existir evidência de doença física
- A criança pensa muitas vezes na morte ou suicídio

Texto: Fátima Lopes Cardoso com Paulo Oom (pediatra) e Lídia Weber (psicóloga especializada em desenvolvimento familiar)

:: publicado por Alice Lanalice às 15:39


6.1.12



A lição da culpa

Há alguns anos, Sandra ficou encantada quando Sheila, sua melhor amiga, convidou-a para ser dama de honra em seu casamento. No dia, Sandra foi em seu carro novo buscar a noiva para levá-la à igreja.
Estava chovendo e Sandra estacionou na garagem aberta do prédio de Sheila. A dama de honra ajudou a noiva a carregar para o carro as roupas que iria trocar depois da cerimônia e a bagagem da lua-de-mel. Sandra estava prestes a se sentar no banco do motorista quando Sheila disse: “Quero dirigir”
“Você não pode ir dirigindo pra seu próprio casamento!”
“Por favor, insistiu Sheila. “Isso vai me distrair e evitar que eu fique pensando em um milhão de coisas, inclusive que o sol decidiu não comparecer ao meu casamento.”

Sandra concordou e lá se foram elas. Percorreram os poucos quilômetros até a igreja enfrentando um verdadeiro temporal. De repente, o carro derrapou, Sheila perdeu o controle da direção, o carro bateu em um poste e a noiva morreu instantaneamente. Sandra quebrou alguns ossos, mas sobreviveu. Ou seja, sobreviveu fisicamente. Sua psique, no entanto, focou gravemente ferida.

Até hoje, vinte anos depois, Sandra é atormentada pelo que aconteceu naquele dia. “Se ao menos eu estivesse dirigindo”, queixou-se ela, “Sheila ainda estaria viva.”

Fiz algumas perguntas a Sandra enquanto conversava com ela. “Você tem certeza absoluta de que Sheila teria sobrevivido se você estivesse na direção? Você sabia que ia acontecer um acidente? Você sabia que ela ia morrer? Você sabia que iria sobreviver e ela não?” a resposta a todas essas perguntas foi não.

“Não, mas eu estou viva e ela morreu!”

Estava claro que Sandra ainda era incapaz de se livrar da culpa. Perguntei: “Se as coisas tivessem acontecido ao contrario e você tivesse morrido, o que você gostaria que Sheila lhe dissesse? Em outras palavras, se em vez de você, fosse ela que estivesse aqui, e você pudesse falar com ela, o que lhe diria? Se você visse sua amiga, décadas depois, ainda atormentada pela culpa, o que você lhe diria a respeito do acidente?”

Sandra levou um minuto para realmente se colocar no lugar da amiga.
“Eu diria: era eu que estava dirigindo, e eu era responsável pelas minhas decisões. Ninguém me obrigou a dirigir e ninguém poderia ter me impedido. Era o dia do meu casamento e eu não teria aceito um não quando disse que queria dirigir”. Os olhos de Sandra se encheram de lagrimas e ela continuou: “Eu diria: Não foi sua culpa. Aconteceu. Não quero que você desperdice a sua vida se sentindo culpada”.


:: publicado por Alice Lanalice às 17:40


26.12.11



Receita de ano novo

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)


Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.


Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

Carlos Drumond de Andrade


:: publicado por Alice Lanalice às 22:16


17.12.11




25 de dezembro de 2011

É o dia em que comemoramos o Natal – é o nascimento de Jesus Cristo.
Na antiguidade, o Natal era comemorado em várias datas diferentes, pois não se sabia com exatidão a data do nascimento de Jesus. Foi somente no século IV que o 25 de dezembro foi estabelecido como data oficial de comemoração.

Em quase todos os países do mundo, as pessoas montam árvores de Natal para decorar casas e outros ambientes.
O presépio também representa uma importante decoração natalina. Ele mostra o cenário do nascimento de Jesus - uma manjedoura, os animais, os reis Magos e os pais do menino. Esta tradição de montar presépios teve início com São Francisco de Assis, no século XIII. As músicas de Natal também fazem parte desta festa.
O Papai Noel, a figura do bom velhinho foi inspirada num bispo chamado Nicolau, que nasceu na Turquia em 280 d.C. O bispo, homem de bom coração, costumava ajudar as pessoas pobres, deixando saquinhos com moedas próximas às chaminés das casas.

E nós que perdemos os filhos como enfrentar esta data?
Sabemos que não é a mesma motivação para comemorar qualquer data. O conceito sobre comemorações, felicitações mudaram. O ânimo para festas fica alterado. Estes são muito diferentes do que já foi um dia.
É claro que se comemora, que se sente alegria, mas falta um pedaço, nada mais é completo e por mais que se tente, falta uma pessoa importante, amada e que não é esquecida.
O convite dos amigos e familiares é sempre bem vindo. Não exija de você uma felicidade plena, uma alegria transbordante. O seu comportamento não será o mesmo de antes.
Procure ficar sereno. Só isso e ... FELIZ NATAL


:: publicado por Alice Lanalice às 11:14


12.12.11



QUANDO DÓI O CORAÇÃO...

Quando dói o coração,
todo o corpo dói.
Por que permitimos que as
pessoas entrem
assim tão dentro da gente a ponto
de saírem
carregando um pedaço de nós
quando partem?
Por que nos damos tanto,
nos entregamos tanto,
nos deixamos tanto em mãos não
tão cuidadosas dos nossos sentimentos?

Deveríamos aprender a ficar
na margem,
olhando de longe a paisagem calma
e nos satisfazer dessa visão,
como quem se fascina com
uma miragem.
Mas não nos satisfaz olhar.
Humanos que somos,
precisamos absolutamente sentir,
ao risco de nos afogar...
e mergulhamos inteiramente.

E, vida afora,
vamos mergulhando em promessas
de amor eterno,
felicidade infinita e mar de rosas.
Não nos questionamos sobre
probabilidades de perdas e decepções,
pois só de pensar já é doloroso.

Dói... dói... dói e dói!...
Mas isso não vai nos impedir de continuar,
não vai nos impedir de viver.
Pedaços de nós são ainda partes
de nós e ninguém disse que
precisamos chegar
à velhice inteiros e sem marcas.

Isso é vida!!! Não desistir,
manter-se de pé, doendo,
mas de pé,
cabeça erguida na direção do desconhecido
e peito cheio de esperança
que a próxima vez será diferente.

Grandes artistas obtiveram o
melhor das suas
obras nos grandes momentos de
aflição e dor.
Faça o mesmo:
Mostre o que de grande há
em você tirando partido das
suas decepções!

Construa-se!!!

Tenha em mente que não é você
que não foi digno daquele amor,
mas aquele amor que não foi
digno de você.
E se faz parte da vida
caminhar entre flores e espinhos,
não se esquive do caminho.

Caminhe!!!

Amanhã talvez seja diferente.
E talvez não.
Mas entre as subidas e descidas,
você vai ter sobrevivido.
E vai ter, sobre tudo, vivido.

* Letícia Thompson *



:: publicado por Alice Lanalice às 15:35


3.12.11



Desabafo de Desabafo de Pedro Bial

"Assisti a algumas imagens do velório do Bussunda, quando os colegas do Casseta & Planeta deram seus depoimentos. Parecia que a qualquer instante iria estourar uma piada. Estava tudo sério demais, faltava a esculhambação, a zombaria, a desestruturação da cena.Mas nada acontecia ali de risível, era só dor e a perplexidade,que é mesmo o que causa em todos os que ficam. A verdade é que não havia nada a acrescentar no roteiro: a morte, por si só, é uma piada pronta. Morrer é ridículo.

Você combinou de jantar com a namorada, está em pleno tratamento dentário, tem planos pra semana que vem, precisa autenticar um documento em cartório, colocar gasolina no carro e no meio da tarde morre. Como assim? E os e-mails que você ainda não abriu, o livro que ficou pela metade, o telefonema que você prometeu dar à tardinha para um cliente? Não sei de onde tiraram esta idéia: morrer. A troco? Você passou mais de 10 anos da sua vida dentro de um colégio estudando fórmulas químicas que não serviriam pra nada, mas se manteve lá, fez as provas, foi em frente. Praticou muita educação física, quase perdeu o fôlego, mas não desistiu. Passou madrugadas sem dormir para estudar pro vestibular mesmo sem ter certeza do que gostaria de fazer da vida, cheio de dúvidas quanto à profissão escolhida, mas era hora de decidir, então decidiu, e mais uma vez foi em frente...

De uma hora pra outra, tudo isso termina numa colisão na freeway, numa artéria entupida, num disparo feito por um delinqüente que gostou do seu tênis. Qual é? Morrer é um chiste.

Obriga você a sair no melhor da festa sem se despedir de ninguém, sem ter dançado com a garota mais linda, sem ter tido tempo de ouvir outra vez sua música preferida. Você deixou em casa suas camisas penduradas nos cabides, sua toalha úmida no varal, e penduradas também algumas contas. Os outros vão ser obrigados a arrumar suas tralhas, a mexer nas suas gavetas, a apagar as pistas que você deixou durante uma vida inteira. Logo você, que sempre dizia: das minhas coisas cuido eu.

Que pegadinha macabra: você sai sem tomar café e talvez não almoce, caminha por uma rua e talvez não chegue na próxima esquina, começa a falar e talvez não conclua o que pretende dizer. Não faz exames médicos, fuma dois maços por dia, bebe de tudo, curte costelas gordas e mulheres magras e morre num sábado de manhã. Se faz check-up regulares e não tem vícios, morre do mesmo jeito. Isso é para ser levado a sério?

Tendo mais de cem anos de idade, vá lá, o sono eterno pode ser bem-vindo. Já não há mesmo muito a fazer, o corpo não acompanha a mente, e a mente também já rateia, sem falar que há quase nada guardado nas gavetas. Ok, hora de descansar em paz. Mas antes de viver tudo? Morrer cedo é uma transgressão, desfaz a ordem natural das coisas. Morrer é um exagero.

E, como se sabe, o exagero é a matéria-prima das piadas. Só que esta não tem graça.

Por isso viva tudo que há para viver.

Não se apegue as coisas pequenas e inúteis da Vida...

Perdoe.... sempre!!!"


:: publicado por Alice Lanalice às 15:04


29.11.11



Defeituoso...

Uma velha senhora chinesa possuía dois grandes vasos, cada um suspenso na extremidade de uma vara que ela carregava nas costas.

Um dos vasos era rachado e o outro era perfeito. Este último estava sempre cheio de água ao fim da longa caminhada da torrente até a casa, enquanto aquele rachado chegava meio vazio.

Por longo tempo a coisa foi em frente assim, com a senhora que chegava em casa com somente um vaso e meio de água.

Naturalmente o vaso perfeito era muito orgulhoso do próprio resultado e o pobre vaso rachado tinha vergonha do seu defeito, de conseguir fazer só a metade daquilo que deveria fazer.

Depois de dois anos, refletindo sobre a própria amarga derrota de ser 'rachado', o vaso falou com a senhora durante o caminho: "Tenho vergonha de mim mesmo, porque esta rachadura que eu tenho me faz perder metade da água durante o caminho até a sua casa..."

A velhinha sorriu:

"Você reparou que lindas flores tem somente do teu lado do caminho? Eu sempre soube do teu defeito e portanto plantei sementes de flores na beira da estrada do teu lado. E todo dia, enquanto a gente voltava, tu as regavas. Se tu não fosses como és, eu não teria aquelas belíssimas flores enfeitando minha casa.

Cada um de nós tem o próprio defeito. Mas o defeito que cada um de nós tem é que faz com que nossa convivência seja interessante e gratificante.
É preciso aceitar cada um pelo que é... E descobrir o que tem de bom nele."

Portanto, meu 'defeituoso' amigo, tenha um bom dia e lembre de regar as flores do seu lado do caminho...


:: publicado por Alice Lanalice às 08:42


19.11.11



Minimamente Feliz !

"A felicidade é a soma das pequenas felicidades. Li essa frase num outdoor em Paris e soube, naquele momento, que meu conceito de felicidade tinha acabado de mudar. Eu já suspeitava que a felicidade com letras maiúsculas não existia, mas dava a ela o benefício da dúvida.

Afinal, desde que nos entendemos por gente aprendemos a sonhar com essa felicidade no superlativo. Mas ali, vendo aquele outdoor estrategicamente colocado no meio do meu caminho (que de certa forma coincidia com o meio da minha trajetória de vida), tive certeza de que a felicidade, ao contrário do que nos ensinaram os contos de fadas e os filmes de Hollywood, não é um estado mágico e duradouro.

Na vida real, o que existe é uma felicidade homeopática, distribuída em conta-gotas. Um pôr-de-sol aqui, um beijo ali, uma xícara de café recém-coado, um livro que a gente não consegue fechar, um homem que nos faz sonhar, uma amiga que nos faz rir. São situações e momentos que vamos empilhando com o cuidado e a delicadeza que merecem alegrias de pequeno e médio porte e até grandes (ainda que fugazes) alegrias.

Eu contabilizo tudo de bom que me aparece', sou adepta da felicidade homeopática. 'Se o zíper daquele vestido que eu adoro volta a fechar (ufa!) ou se pego um congestionamento muito menor do que eu esperava, tenho consciência de que são momentos de felicidade e vivo cada segundo.
Alguns crescem esperando a felicidade com maiúsculas e na primeira pessoa do plural: 'Eu me imaginava sempre com um homem lindo do lado, dizendo que me amava e me levando pra lugares mágicos Agora, se descobre que dá pra ser feliz no singular:

'Quando estou na estrada dirigindo e ouvindo as músicas que eu amo, é um momento de pura felicidade. Olho a paisagem, canto, sinto um bem-estar indescritível'.
Uma empresária que conheci recentemente me contou que estava falando e rindo sozinha quando o marido chegou em casa. Assustado, ele perguntou com quem ela estava conversando: 'Comigo mesma', respondeu. 'Adoro conversar com pessoas inteligentes' - Criada para viver grandes momentos, grandes amores e aquela felicidade dos filmes, a empresária trocou os roteiros fantasiosos por prazeres mais simples e aprendeu duas lições básicas: que podemos viver momentos ótimos mesmo não estando acompanhadas e que não tem sentido esperar até que um fato mágico nos faça felizes.

Esperar para ser feliz, aliás, é um esporte que abandonei há tempos. E faz parte da minha 'dieta de felicidade' o uso moderadíssimo da palavra'quando'. Aquela história de 'quando eu ganhar na Mega Sena', 'quando eu me casar', 'quando tiver filhos', 'quando meus filhos crescerem', 'quando eu tiver um emprego fabuloso' ou 'quando encontrar um homem que me mereça', tudo isso serve apenas para nos distrair e nos fazer esquecer da felicidade de hoje. Esperar o príncipe encantado, por exemplo, tem coisa mais sem sentido? Mesmo porque quase sempre os súditos são mais interessantes do que os príncipes; ou você acha que a Camilla Parker-Bowles está mais bem servida do que a Victoria Beckham?

Como tantos já disseram tantas vezes, aproveitem o momento, amigos. E quem for ruim de contas recorra à calculadora para ir somando as pequenas felicidades.
Podem até dizer que nos falta ambição, que essa soma de pequenas alegrias é uma operação matemática muito modesta para os nossos tempos. Que digam.
Melhor ser minimamente feliz várias vezes por dia do que viver eternamente em compasso de espera".

Texto atribuído a Leila Ferreira, jornalista



:: publicado por Alice Lanalice às 23:22


13.11.11



A ARTE DA ACEITAÇÃO

Aceitar nossa realidade, tal qual é, representa um ato benéfico em nossa vida. Aceitação traz paz e lucidez mental, o que nos permite visualizar o ponto principal da partida e realizar satisfa¬toriamente nossa transformação interior.

Só conseguimos modificar aquilo que admitimos e que vemos claramente em nós mesmos, isto é, se nos imaginarmos outra pessoa, vivendo em outro ambiente, não teremos um bom contato com o presente e, conseqüentemente, não depararemos com a realidade.

A propósito, muitos de nós fantasiamos o que podería¬mos ser, não convivendo com nossa pessoa real. Desgas¬tamos dessa forma uma enorme energia, por carregarmos cons¬tan¬¬¬temente uma série de máscaras como se fossem utilitários permanentes.

A atitude de aceitação é quase sempre característica dos adultos serenos, firmes e equilibrados, à qual se soma o estímulo que possuem de senso de justiça, pois enxergam a vida através do prisma da eternidade. Esses indivíduos retêm um considerável “coeficiente evolutivo”, do qual se deduz que já possuem um po¬tencial de aceitação, porquanto aprenderam a respeitar os me¬canismos da vida, acumulando pacificamente as experiên¬cias necessárias a seu amadurecimento e desen¬volvimento espiritual.

Quando não enfrentamos os fatos existenciais com plena aceitação, criamos quase sempre uma estrutura mental de defesa. Somos levados a reagir com “atitudes de negação”, que são em verdade molas que abrandam os golpes contra nossa alma. São consideradas fenômeno psicológico de “reação natural e instin¬tiva” às dores, conflitos, mudanças, perdas e deserções e que, por algum tempo, nos alivia dos abalos da vida, até que possamos reu¬nir mais forças, para enfrentá-los e aceitá-los verda-deiramente no futuro.

Não negamos por ser turrões ou teimosos, como pensam alguns; não estamos nem mesmo mentindo a nós próprios. Aliás, “negar não é mentir”, mas não se permitir “tomar consciência” da realidade.

Mensagem do livro “Renovando Atitudes


:: publicado por Alice Lanalice às 10:06


6.11.11



Saudades

Sinto saudades de tudo que marcou a minha vida.
Quando vejo retratos, quando sinto cheiros,
quando escuto uma voz, quando me lembro do passado,
eu sinto saudades...

Sinto saudades de amigos que nunca mais vi,
de pessoas com quem não mais falei ou cruzei...

Sinto saudades da minha infância,
do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro,
do penúltimo e daqueles que ainda vou ter, se Deus quiser...

Sinto saudades do presente,
que não aproveitei de todo,
lembrando do passado
e apostando no futuro...

Sinto saudades do futuro,
que se idealizado,
provavelmente não será do jeito que eu penso que vai ser...

Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei!
De quem disse que viria
e nem apareceu;
de quem apareceu correndo,
sem me conhecer direito,
de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer.

Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito!

Daqueles que não tiveram
como me dizer adeus;
de gente que passou na calçada contrária da minha vida
e que só enxerguei de vislumbre!

Sinto saudades de coisas que tive
e de outras que não tive
mas quis muito ter!

Sinto saudades de coisas
que nem sei se existiram.

Sinto saudades de coisas sérias,
de coisas hilariantes,
de casos, de experiências...

Sinto saudades do cachorrinho que eu tive um dia
e que me amava fielmente, como só os cães são capazes de fazer!

Sinto saudades dos livros que li e que me fizeram viajar!

Sinto saudades dos discos que ouvi e que me fizeram sonhar,

Sinto saudades das coisas que vivi
e das que deixei passar,
sem curtir na totalidade.

Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que...
não sei onde...
para resgatar alguma coisa que nem sei o que é e nem onde perdi...

Vejo o mundo girando e penso que poderia estar sentindo saudades
Em japonês, em russo,
em italiano, em inglês...
mas que minha saudade,
por eu ter nascido no Brasil,
só fala português, embora, lá no fundo, possa ser poliglota.

Aliás, dizem que costuma-se usar sempre a língua pátria,
espontaneamente quando
estamos desesperados...
para contar dinheiro... fazer amor...
declarar sentimentos fortes...
seja lá em que lugar do mundo estejamos.

Eu acredito que um simples
"I miss you"
ou seja lá
como possamos traduzir saudade em outra língua,
nunca terá a mesma força e significado da nossa palavrinha.

Talvez não exprima corretamente
a imensa falta
que sentimos de coisas
ou pessoas queridas.

E é por isso que eu tenho mais saudades...
Porque encontrei uma palavra
para usar todas as vezes
em que sinto este aperto no peito,
meio nostálgico, meio gostoso,
mas que funciona melhor
do que um sinal vital
quando se quer falar de vida
e de sentimentos.

Ela é a prova inequívoca
de que somos sensíveis!
De que amamos muito
o que tivemos
e lamentamos as coisas boas
que perdemos ao longo da nossa existência...

Clarice Lispector


:: publicado por Alice Lanalice às 20:48


3.11.11



Aceitação (o início da transformação)

A primeira impressão que temos quando ouvimos ou pensamos em aceitar, seja uma pessoa, um fato ou uma circunstância é de que estaremos nos submetendo ou nos subjugando, desistindo de lutar, desistindo de mudar, sendo fracos.

De verdade se quisermos modificar qualquer aspecto da nossa vida, das nossas relações ou de nós mesmos devemos começar aceitando.
Na verdade a aceitação é detentora de um poder transformador que só quem já experimentou é que pode avaliar.

È realmente difícil aceitar perda material ou afetiva; uma situação de dificuldade financeira; uma doença; uma "humilhação"; uma "traição", etc.
Mas a aceitação é um ato de força interior, sabedoria, e humildade, já que existem inúmeras situações que não podemos mudar no momento em que acontecem.
E de maneira geral as pessoas são como são, dificilmente mudam, na verdade não podemos contar com isso, quem muda somos nós por escolha e vontade própria, portanto, se não houver aceitação, o que estaremos fazendo é insensato, é insano.
Ser resistente a isso, brigar, revoltar-se, negar, deprimir, desesperar,

indignar-se, culpar,culpar-se, etc, são reações emocionais carregadas de raiva; raiva do outro, raiva de si mesmo, raiva da vida e a raiva destrói, desagrega. A aceitação é uma força que desconhecemos porque somos condicionados á lutar, a esbravejar, a brigar.

Aceitar não é desistir, nem tão pouco se resignar. Aceitar é estar lúcido do momento presente como é, e se assim a vida se apresenta, assim deve ser, já que tudo está coordenado pela Lei da ação e reação.

No instante em que aceitamos, desmaterializamos situações que foram criadas por nós (“karma”), soluções surgem naturalmente através da intuição ou fatos trazendo as respostas e as saídas para a situação, tudo isso porque paramos de resistir a VIDA como se apresenta no momento.

A consciência de que tudo é movimento, nada é permanente, faz com que a aceitação aconteça mais facilmente. A nossa tendência “natural” é resistir, não aceitar, combater tudo o que nos contraria e o que nos gera sofrimento. Dessa forma prolongamos a situação. Resistir só nos mantem presos dentro da situação desconfortável, muitas vezes perpetuando e tornando tudo mais complicado e pesado.

Quando não aceitamos nos tornamos amargos, revoltados,frustrados, insatisfeitos, cheios de rancor e tristeza, e esses padrões mentais/emocionais criam mais e mais dificuldades, nunca trazem solução.
Aceitar é expandir a consciência e encontrar respostas, soluções, alívio. Aceitar é o que nos leva à Fé.

È fundamental entender que aceitar não significa desistir; seguir adiante com otimismo, e ter muitos propósitos a serem atingidos é nossa atitude saudável diante da vida. Aceitar se refere ao momento presente, ao agora, no instante que você aceita, ou em outras palavras, novas idéias surgem para prosseguir na direção desejada. (Ana Cristina Pereira)

:: publicado por Alice Lanalice às 19:04


1.11.11

FINADOS

O Dia de Finados é o dia da celebração da vida eterna das pessoas queridas que já faleceram. Durante muito tempo os cristãos não se relacionavam com os mortos. Acreditavam que sua ressurreição só aconteceria no dia do Juízo final. Com a fusão da igreja cristã ao Estado romano, os cristãos acabaram por adotar alguns costumes e crenças de vários povos entre lês, o de rezar e se comunicar com os seus antepassados mortos junto aos túmulos.

No Brasil e na grande maioria dos países, a celebração de Finados tem início na semana anterior quando as pessoas vão até os cemitérios limpar as sepulturas. No dia de Finados, também conhecido pelo dia dos Mortos, as pessoas vão ao cemitério levar flores, acender velas, rezar pelos seus entes queridos que já faleceram. Alguns também mandam rezar missa em nome dos falecidos.

No México a celebração de Finados é completamente diferente. Os mexicanos fazem uma verdadeira festa neste dia e preparam um grande banquete. Deus deixa os mortos visitarem seus familiares que ainda estão na Terra e ainda têm a oportunidade de comer e beber aquilo que mais gostavam.

CRISÂNTEMOS: são as flores que os brasileiros preferem para homenagear seus entes queridos. Essas flores representam , a vida e a morte, o sol e a chuva.

VELAS: Para os católicos dizer que tudo acabou quando uma pessoa morre não é verdade. Crêem que fica como uma luz acesa no coração de quem continua a peregrinação. Para tanto acendem velas buscando celebrar a perpétua luz do falecido.

CREMAÇÃO- Há ainda as religiões que preferem queimar os corpos dos seus entes queridos. É um dos processos mais antigos praticados pelo homem. Em algumas sociedades este costume era considerado corriqueiro e fazia parte do cotidiano da população, por se tratar de uma medida prática e higiênica. Alguns povos utilizavam a cremação para rituais fúnebres: os gregos, por exemplo, cremavam seus cadáveres por volta de 1.000 A.C. e os romanos, seguindo a mesma lista de tradição, adotaram a prática por volta do ano 750 A.C.

No Japão, a cremação foi adotada com o advento do Budismo, em 552 D.C, importado da China. Como em outras localidades, ela foi aceita primeiramente pela aristocracia e a seguir pelo povo. Incentivados pela falta de lugares para sepultamento, pois o Japão possui pouquíssimo espaço territorial, os japoneses incrementaram significativamente a prática. Em 1867, foi promulgada uma lei que tornava obrigatório incinerar as pessoas mortas por doenças contagiosas para um controle sanitário eficaz e eficiente, bem como para racionalizar e obter melhor uso da terra. Os cidadãos passaram a considerar normal cremar todos os mortos e todas as religiões passaram a recomendá-la.

(texto organizado a partir de informações da Internet)


:: publicado por Alice Lanalice às 20:52


30.10.11



Alguns textos do livro “Mergulho na paz”, de José Hermógenes

Enquanto ansiamos pela paz não a alcançamos.
Ansiedade e paz são antíteses. Nunca se juntam.

Como é frágil a paz de quem se acovarda diante da perspectiva de vir a perde-la.

Na ansiedade pela paz infinita, o homem chega a perder a limitada paz que já tem.

Viver é para quem, mesmo na solidão, não se sente só, e até mesmo sem nada fazer não se sente vazio e inútil.

Triste mundo onde ainda quase todos vivemos insensíveis à miséria dos ricos: à fragilidade dos violentos: à torpeza dos valentes: à ignorância dos eruditos; ao tédio dos eróticos, à indigência espiritual dos malvados; à dúvida dos dogmáticos; à insegurança dos opulentos; à tragédia das meretrizes; ao desalento dos fortes; à imaturidade dos corruptos; às lágrimas que os sorrisos em vão tentam esconder; aos dramas que as comédias disfarçam...
Que mundo triste esse, no qual nos distraímos com as aparências, iludimo-nos com as máscaras, divertimo-nos com as fantasias e pantomimas que todos representam.

São muitas as lágrimas derramadas que limpam os olhos, preparando-os para ver.
Mas, a realidade não pode ser vista enquanto os olhos não secarem.

Desiludir-se não é negativo.
É libertar-se. É nascer. É encaminhar.
Os iludidos, ou irão para o inferno ou já estão lá.
Só as desilusões desimpedem a estrada.
Deus abençoe minhas redentoras desilusões.

O Otimista não vê a realidade.
O pessimista, também não.
Vêem apenas os que querem – as aparências que lhes confirmam os preconceitos.

Temer a dor é covardia,
Tentar fugir, tolice.
Fazê-las nos outros sadismo.
Alimenta-la em si mesmo, masoquismo.
Revoltar-se, imprudência.
Compreende-la, amacia-la em aceitação é sabedoria, fortaleza, redenção.

É nas quedas que o rio cria energia.

Quando te sentires exaurido, aflito, deprimido, insatisfeito, atormentado, faz como o yoguin: - mergulha fundo dentro de Ti mesmo e bebe da fonte interna, que tem sempre o de que precisas.

Deus fala mais fácil, não quando ansiosamente lhe pedimos que fale, mas quando, humildes, calamo-nos, em espera tranqüila.

Antes de ser remanso, o rio se arrebenta todo nas corredeiras da montanha.


:: publicado por Alice Lanalice às 10:26


23.10.11

Partida e Chegada

Henry Sobel, por ocasião da morte de Mário Covas contou a seguinte parábola:

Quando observamos, da praia, um veleiro a afastar-se da costa, navegando mar adentro, impelido pela brisa matinal, estamos diante de um espetáculo de beleza rara.O barco, impulsionado pela força dos ventos, vai ganhando o mar azul e nos parece cada vez menor.

Não demora muito e só podemos contemplar um pequeno ponto branco na linha remota e indecisa, onde o mar e o céu se encontram.

Quem observa o veleiro sumir na linha do horizonte, certamente exclamará: "já se foi". Terá sumido? Evaporado? Não, certamente. Apenas o perdemos de vista. O barco continua do mesmo tamanho e com a mesma capacidade que tinha quando estava próximo de nós. Continua tão capaz quanto antes de levar ao porto de destino as cargas recebidas. O veleiro não evaporou, apenas não o podemos mais ver.

Mas ele continua o mesmo. E talvez, no exato instante em que alguém diz: "já se foi", haverá outras vozes, mais além, a afirmar: "lá vem o veleiro" !!!

Assim é a morte.

Quando o veleiro parte, levando a preciosa carga de um amor que nos foi caro, e o vemos sumir na linha que separa o visível do invisível dizemos: "já se foi".

O ser que amamos continua o mesmo, suas conquistas persistem dentro do mistério divino.

Nada se perde, a não ser o corpo físico de que não mais necessita. E é assim que, no mesmo instante em que dizemos: "já se foi", no além, outro alguém dirá : "já está chegando". Chegou ao destino levando consigo as aquisições feitas durante a vida.

Na vida, cada um leva sua carga de vícios e virtudes, de afetos e desafetos, até que se resolva por desfazer-se do que julgar desnecessário.

A vida é feita de partidas e chegadas.
De idas e vindas. Assim, o que para uns parece ser a partida, para outros é a chegada.

Assim, um dia, todos nós partimos
como seres imortais que somos todos nós ao encontro daquele que nos criou.


:: publicado por Alice Lanalice às 06:29


15.10.11



A Lição da Borboleta

Um dia, uma pequena abertura apareceu num casulo; um homem sentou e observou a borboleta por várias horas, conforme ela se esforçava para fazer com que seu corpo passasse através daquele pequeno buraco.

Então o homem decidiu ajudar a borboleta: ele pegou uma tesoura e cortou o restante do casulo.
A borboleta então saiu facilmente. Mas seu corpo estava murcho, era pequeno e tinha as asas amassadas.

O homem continuou a observá-la, porque ele esperava que, a qualquer momento, as asas dela se abrissem e esticassem para serem capazes de suportar o corpo que iria se afirmar a tempo.

Nada aconteceu!
Na verdade, a borboleta passou o resto de sua vida rastejando com um corpo murcho e asas encolhidas. Ela nunca foi capaz de voar.

O que o homem, em sua gentileza e vontade de ajudar não compreendia, era que o casulo apertado e o esforço necessário à borboleta para passar através da pequena abertura era o modo pelo qual Deus fazia com que o fluido do corpo da borboleta fosse para as suas asas, de forma que ela estaria pronta para voar uma vez que estivesse livre do casulo.

Algumas vezes, o esforço é justamente o que precisamos em nossa vida.


:: publicado por Alice Lanalice às 11:28


9.10.11



APRENDA A MEDITAR EM 9 LIÇÕES SIMPLES

Várias pesquisas recentes mostram que a prática da meditação faz bem para a saúde, especialmente para a pessoa estressada. Entre os benefícios estão a redução da frequência cardíaca, o aumento da serotonina (neurotransmissor que confere bem-estar) e da melanina (hormônio que ajuda no sono) e o melhor controle do humor.
É simples o exercício da meditação.
1 – Estabeleça o foco
Antes de começar, escolha um tema para você visualizar quando estiver praticando a meditação. Pode ser a imagem de uma praia, de um campo, qualquer coisa que o tranquilize. Ou então a repetição de um mantra, que é uma palavra ou frase. Vale desde o famoso “ommmm” até algo como “paz”.

2 – Procure um lugar calmo
Pode ser seu quarto, uma sala ou o quintal. Ele só precisa ser limpo, agradável e silencioso. Se puder, aromatize o ambiente com óleo essencial de lavanda e coloque uma música baixa e suave.

3 – Crie uma rotina
Para ter efeito, a meditação deve se tornar uma prática rotineira. Comprometa-se a realizá-la diariamente, sempre na mesma hora.

4 – Sente-se corretamente
“A meditação requer uma tensão física perfeitamente equilibrada, o que é mais fácil conseguir com o tronco ereto”. Embora qualquer posição confortável sirva, a melhor é você sentar-se e manter as costas eretas. Se estiver numa cadeira, coloque os pés no chão. Se estiver no chão, cruze as pernas na frente, naquela posição clássica, ou sobre os calcanhares. “Essas posturas restrigem o fluxo sanguíneo nas pernas e nos pés, estimulando a irrigação na parte superior do corpo”.

5 – Una as mãos
Coloque-as no colo, uma aninhada sobre a palma da outra ou apoie-as nos joelhos, com os indicadores unidos aos polegares.

6 – Respire pelo nariz
Mantenha a boca e os olhos fechados e a respiração tranqüila durante alguns minutos. Concentre- se nela: você deve respirar pelo diafragma, de modo que o peito não infle. A respiração deve ser sentida bem no centro do seu tronco. Quando inspirar, diga “subindo” para si mesmo. Ao expirar, diga “caindo”. Observe o som, o movimento e sua postura

7 – Preste atenção no agora
Você vai perceber que outros pensamentos vão se intrometer em sua mente. O trabalho, seu time, a vizinha gata… Deixe eles virem, mas tente não se envolver em nenhum. “Meditar não é tentar não pensar em nada. É esforçar-se para não ser envolvido pelos pensamentos”. “Tente observar as imagens que se formam naturalmente, mas abstenha-se de classificá-las.” Não se emocione com elas. Se isso ocorrer, volte a prestar atenção na respiração.

8 – Visualize
Forme em sua mente a imagem daquele tema inicial ou repita o mantra e deixe fluir os sentimentos associados a isso. Fique assim por alguns minutos, mantendo a respiração sempre.

9 – Desencane do tempo
A princípio, cinco minutos diários são suficientes. Mas não fique olhando no relógio. Pare de meditar quando achar que está bom. Aos poucos, adquire-se melhor controle do tempo. E também percebe-se mais os benefícios da prática – por isso, não estranhe se não sentir nada de diferente nas primeiras vezes que meditar.

Matéria retirada do site da revista VIP


:: publicado por Alice Lanalice às 19:31


5.10.11



O VELHO PINHEIRO

"Um dia, diante da velha árvore torta, um pinheiro todo vergado pelo tempo, o sábio da aldeia ofereceu a sua própria casa para aquele discípulo que "conseguisse ver o pinheiro na posição correta".

Todos se aproximaram e ficaram pensando na possibilidade de ganhar a casa e o prestígio, mas como seria "enxergar o pinheiro na posição correta"?
O mesmo era tão torto que a pessoa candidata ao prêmio teria que ser no mínimo contorcionista. Ninguém ganhou o prêmio e o velho sábio explicou ao povo ansioso que, ver aquela árvore em sua posição correta, era "vê-la como uma árvore torta".
Só isso!

Nós temos, em nós, esse jeito, essa mania de querer "consertar as coisas, as pessoas, e tudo o mais" de acordo com a nossa visão pessoal. Quando olhamos para uma árvore torta, é extremamente importante enxergá-la como árvore torta, sem querer endireitá-la, pois é assim que ela é.
Se você tentar "endireitar" a velha árvore torta, ela vai rachar e morrer, por isso é fundamental aceitá-la como ela é.

Nos relacionamentos, é comum um criar no outro expectativas próprias, esperar que o outro faça aquilo que ele "sonha" e não o que o outro pode oferecer.
Sofremos antecipadamente por criarmos expectativas que não estão alcance dos outros. Porque temos essa visão de "consertar" o que achamos errado.
Se tentássemos enxergar as coisas como elas realmente são, muito sofrimento seria poupado.

Os pais sofreriam menos com os seus filhos, pois, conhecendo-os, não colocariam expectativas, que são suas, na vida dos mesmos, gerando crianças doentes, frustradas, rebeldes e até vazias. Tente, pelo menos tente, ver as pessoas como elas realmente são, pare de imaginar como elas deveriam ser, ou tentar consertá-las da maneira que você acha melhor.
O torto pode ser a melhor forma de uma árvore crescer.

Não crie mais dificuldades no seu relacionamento, se vemos as coisas como elas são, muitos dos nossos problemas deixam de existir, sem mágoas, sem brigas, sem ressentimentos.

E, para terminar, olhe para você mesmo com os "olhos de ver" e enxergue as possibilidades, as coisas que você ainda pode fazer e não fez. Pode ser que a sua árvore seja torta aos olhos das outras pessoas, mas pode ser a mais frutífera, a mais bonita, a mais perfumada da região, e, isso, não depende de mais ninguém para acontecer, depende só de você.
Pense nisso!"

Paulo Roberto Gaefke


:: publicado por Alice Lanalice às 16:38


24.9.11

Primavera

A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.

Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.

Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.

Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.

Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.

Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera.

Trechos do livro "Cecília Meireles - Obra em Prosa - Volume 1


:: publicado por Alice Lanalice às 18:30


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